Não existe nada mais lindo do que guardar seu coração
São muitos os desafios lançados
Pouco o tempo de cuidado
Mas que o amor, pelo que é certo, possa ser ação
Num mundo sem quase privilégios
Temos sempre o direito à escolha
E essa é a maior dádiva que podemos imaginar
Que possamos ter alegria em acertar
Que se torne rotina a via desse jeito; viver como uma folha
Fina, grande e principalmente em branco
Metáfora melhor para vida não há
Traga em si, um coração que a cada amor nunca tenha amado tanto
Economize palavras e transmita seus sentimentos no olhar
Para mim, eu escolho a alegria em viver
Que baste o crer para ser feliz
E a ternura que traz um pingo de sol da manhã na ponta do nariz
segunda-feira, 30 de março de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
Amor utópico, amor real
Que o amor
seja real enquanto dure; e se for pra sempre, que ainda sim seja verdade. Eu repito
a mim mesmo sempre que posso. Eu nuca pude prometer nada mais que o presente,
na verdade, ninguém pode. Na maioria das vezes, acha-se que o romantismo afasta
a realidade das pessoas. Bom, talvez, force-as um pouco a acreditar
utopicamente nas coisas, mas, num mundo tão cheio de contradições eu prefiro
acreditar no que é bonito. Mesmo que isso signifique nem sempre estar certa.
Gosto de pensar que existe a possibilidade de um mundo melhor e acreditar nisso
me ajuda a melhorar por ele.
Fiquei pensando em um dos vídeos mais
lindos que havia visto recentemente: Depois de quase quarenta anos, uma carta
de amor é devolvida ao dono. O senhor foi casado durante 63 anos e escreveu
aquela carta ainda no tempo da Segunda Guerra. Chorei rios o vendo relendo aquela
carta. A resposta de tudo sempre foi amor, sempre será. Como é difícil amar sem
barreiras em um mundo tão cheio delas. Perde-se tanto tempo criticando e
apontando o que é errado, sem que haja o menor interesse em tentar ajudar.
Todos os dias de manhã, eu peço a Deus que cubra a minha vida de um amor sem
limites. Um amor capaz de comover a todos por estar acima de qualquer critica.
Eu peço porque acredito que Ele é
o único capaz de espalhar esse tipo de sentimento, tão puro, entre nós. Que o
amor nos permita fazer o que é correto, e esse é um tipo de objetivo pra vida
toda. Então, viva o amor, o único que
pode transformar esse mundo tão cheio de raiva e desigualdade.
“pois, estamos tendo o cuidado de
fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos
homens.”
2
Coríntios 8:21
segunda-feira, 9 de março de 2015
Quase um pleonasmo
Balancei no balanço para esquecer
Do mundo que ninguém quer ver
Olhei as flores ao redor
Para esquecer todas as outras; murchas, sem dó.
Encontrei paz no movimento
Para fugir de um mundo acomodado
Tentei congelar o momento
Para esquecer todos os outros que pelo tempo são levados.
Balancei no balanço para lembrar
Que nunca se deve esquecer o amor
Olhei o céu azul
Para nunca esquecer dos dias com aquela cor
O futuro sempre será um mistério sem fim
Mas que sempre seja como aquele balanço
Do mundo que ninguém quer ver
Olhei as flores ao redor
Para esquecer todas as outras; murchas, sem dó.
Encontrei paz no movimento
Para fugir de um mundo acomodado
Tentei congelar o momento
Para esquecer todos os outros que pelo tempo são levados.
Balancei no balanço para lembrar
Que nunca se deve esquecer o amor
Olhei o céu azul
Para nunca esquecer dos dias com aquela cor
O futuro sempre será um mistério sem fim
Mas que sempre seja como aquele balanço
terça-feira, 3 de março de 2015
Enviados
Querido Leonid Afremov,
Por algum motivo qualquer me
inscrevi no seu site de vendas. Era algum jeito de me lembrar do que eu não
poderia ter, ou talvez, alguma forma de apreciar suas lindas pinturas no caos
de um dia agitado ou na acomodação de um tranquilo. Entretanto, nesse exato
momento é desagradável receber seus constantes emails tão sugestivos e que se iniciavam
com uma saudação mais afetiva do que a esperada. Seus
quadros ainda são lindos e seu jeito de pintar continuava a me conquistar
diariamente, mas, esses emails me tentam de uma maneira sem igual. Lembro-me de
na primeira semana tentar comprar três quadros diferentes e desistir na última
etapa do processo.
Nunca fui do tipo que compra
coisas pela internet; gosto do aspecto físico e gosto de lidar com pessoas. Também
nunca comprei quadros. E aqui estou eu, mais uma vez na semana, admirando o
maravilhoso preço de sessenta dólares para uma de suas pinturas. Eu mostrei
para todas as pessoas, sem parar; passei a ser uma divulgadora da sua arte. A arte
da conquista se passa da seguinte maneira: Despretensiosamente, mostra-se uma
das obras de suas obras para uma pessoa qualquer e esperam-se os elogios
seguintes, comuns. Logo depois, se apresenta o site e a tal pintura de sessenta
dólares. Leonid, meu caro amigo (como gosta de se intitular), se algum dia
estiver a ler isso, saiba que fui responsável por metade do seu lucro na América
Latina. Saiba também que fiz isso sem
comprar nenhum quadro da sua autoria.
Provavelmente, sempre serei do
tipo que não compra na internet, principalmente quadros de artistas
internacionais. E provavelmente, continuarei a reclamar dos constantes emails
que você manda, por mais que eu tenha o poder de me livrar deles. Na verdade, o
que posso dizer, é o prazer tentador de seus quadros.
Com toda admiração, da sua fã mais paradoxal,
Clarissa
Reis. sábado, 21 de fevereiro de 2015
Flâneur
Meu celular
despertara uma hora antes do necessário, talvez tivesse sido prova da minha
constante falta de atenção. Coisas do tipo me faziam questionar minha lucidez.
Comecei a caminhar pelas ruas de uma cidade adormecida recentemente. Não sabia
o motivo ainda, nunca gostei de caminhar e preferia uma boa noite de sono a uma
vida saudável. Mesmo assim, continuei caminhando. A maioria das lojas estava
fechada, os carros ainda não faziam tanto barulho e eu vagava sozinha pelas
calçadas menos habitadas. Andei três quadras e parecia não pensar no caminho de
volta porque continuei. Passado um tempo, eu senti um cheiro maravilhoso de pão fresco, daqueles
saídos do forno. Geralmente não havia tempo para pão na minha vida, eu acordava
tão atrasada que mal tomava um café. Mas hoje não, hoje tudo era diferente.
Persegui o cheiro arrasador até exatos oito quadras da minha casa. Era uma
padaria simples; tinha apenas um balcão ao fundo, e três mesinhas no máximo.
Sentei-me em
uma delas; um rapaz sonolento e meio confuso com a minha presença veio
perguntar meu pedido. Eu sorri do modo mais cativante que pude e disse-lhe o
que queria. Ele anotou de modo seco e disse que já traria; continuei com o
mesmo sorriso e lhe disse obrigada, só estava com ciúmes da minha disposição, coisa
que eu estaria daqui a alguns dias. Olhei meu relógio e ainda faltava muito pra
hora da faculdade, tornei a olhar as pessoas na rua. Havia um homem de bigode engraçado
e de camisa de corrida; ele corria. Também havia uma senhora que tentava a todo
custo atravessar a rua, mas, era impelida, ora por seu cachorro, ora pelo trânsito.
Eu ri. O rapaz voltou trazendo exatamente o que eu pedi; eu sorri mais uma vez,
na esperança de tê-lo retribuído. Ao invés disse recebi um frio “quer mais
alguma coisa”. Uma água, eu disse. Nesse instante eu pude perceber as marcas de
fadiga em suas costas mal posicionadas e suas olheiras profundas de uma noite
mal dormida. Não sorri mais, tentei transparecer em meu olhar toda a
compreensão possível e toquei em sua mão.
Ele parou um
instante assustado e sorriu pra mim saindo em seguida. Fiquei feliz com aquele
gesto, me pareceu sincero. Fiquei agradecida pelo meu dia flâneur, por poder reparar
nas pessoas mais do que elas dizem. Em seguida, ele me trouxe a água e a conta;
eu paguei. Quando eu estava indo percebi um papel colado no fundo da garrafa
que dizia numa escrita simples, um obrigado. Saí daquele lugar tendo certeza de
que faria aquilo por muitos mais dias.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
De algum jeito é possível
Se de algum jeito isso é
possível, acordei com uma vontade imensa de sentir a brisa do mar. Olhar um por
do sol quente, laranja e distante, que levasse consigo as fatídicas recordações
de uma vida de privações. Não que fosse uma reclamação, aprendi por meio delas
e me tornei bem mais do que achei que seria. Eu queria que aquela vontade se
transformasse num dia memorável, em que apenas a minha presença e o som das
ondas batendo fossem o suficiente. Olhei
o amanhecer enquadrado na janela do quarto e me privei mais uma vez da
realização de um desejo. Cheguei à estação ainda em tempo de ver um senhor de
terno preto e bigode num tom de grisalho que acabara de pisar numa enorme poça
de água acumulada. Seus sapatos e a metade de sua calça ficaram completamente
molhados. Ainda percebi quando voltou do caminho que veio, provavelmente atrás
de uma muda de roupa, esbravejando contra o que só podia ser sua falta de
atenção. No geral, é no mínimo um
despertador de estranheza quando nos vemos em um dia atípico, mas, ultimamente,
me sentia ainda mais presa quando a rotina me alcançava. Dias assim nos fazem
pensar nas nossas decisões e na tendência de se deixar esvair aos poucos.
Sentia-me
complexa naquela manhã, de um modo negativo. Meus pais são pessoas simples, do
tipo que guardam documentos importantes na gaveta da sala; ao mesmo tempo são
pessoas boas, do tipo que abdicam de coisas em prol da paz. Não havia certeza alguma
na complexidade, parecia o tipo de adjetivo que sufoca todos os outros e eu
queria ser mais, precisava ser mais. Então era meio óbvio que antes de tudo
deveria tentar, ao menos, ser simples e a brisa do mar parecia um bom jeito de
começar. Entretanto o caminho do trabalho me fez pensar nele e na agenda do
dia. Existiam reuniões, planejamentos e estatísticas. Não havia muitos
arrependimentos em relação ao que eu havia escolhido, no momento só me lembrava
de um: não haver tempo algum para admirar o sol de sempre dar lugar à lua de
sempre.
Peguei um
lugar no meio da grande mesa enquanto a reunião já começava e ouvi o
palestrante dizer um cumprimento tão amargo quanto o café que eu tinha na mão.
“A perspectiva da empresa diante da crise financeira” era o tema e eu deveria
estar participando mais do que estava. Anotava no meu caderno a letra da última
coisa que ouvira no caminho, tentando disfarçar minha indiferença à discussão
que se seguira. O sol entrou entre as frestas de uma cortina que tentava a todo
custo manter a escuridão e me tocou na sua mais profunda fineza de espírito. Eu
me levantei, tomei minhas coisas pela mão e joguei toda a amargura fora,
inclusive o café. Fui atrás da minha brisa do mar.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Run, Baby, Run
Corria, sem parar um segundo. O esforço, nunca antes feito, tirou de mim os últimos suspiros saudáveis do momento; chiava a cada passo, a cada respiração me via cair de desespero. Corria, sem olhar para trás. Não que eu pudesse ver meu perseguidor mas, o sentia em cada acelerada. Tropecei, cai, chorei. Quando abri os olhos, não havia ninguém lá, não havia nada lá. Cai de novo, no vazio dos meus pensamentos dessa vez. Era um sonho. Levantei correndo, estava atrasada. Tomei banho, café e saí. No caminho, tudo o que eu conseguia pensar era num texto lido em um lugar qualquer: " Cheguei a pensar que era falta de romantismo meu, ou talvez desamor, mas descartei as duas hipóteses. Sempre fui sentimental e nunca levei adiante relações que não estivesse emocionalmente envolvida, e por mais que eu pareça durona, é apenas fachada." Apenas fachada era a bola da vez. Estava triste e talvez realmente sofresse de desamor; falta de amor próprio. Os outros não precisam de um problema a mais e desde que estivessem bem não havia porquê ser uma pessoa que se compartilha. Corri atrás do ônibus, esse era o verbo da vez. Entrei e dei um "bom dia" compatível com meu humor ao trocador, ele respondeu no mesmo tom.
Sentei-me perto da janela, os raios de um Sol acolhedor me alcançaram. O céu azul era palco de uma manhã incrivelmente linda. A paisagem da viagem de sempre, por algum motivo, era diferente e o vento soprava fraco e quente, como o respirar. Respirei, inspirei como nas aulas de ioga abandonadas e pela primeira vez na manhã tive paz. Lembrei-me então de ser grata e guardar meus ressentimentos tão pequenos diante da grandeza do Criador. Uma senhora sentou ao meu lado e eu lhe dei "bom dia", compatível com meu humor. Ela sorriu e respondeu no mesmo tom. Tornei a encarar a janela e fiquei envolta numa calmaria sem medida. Respirei, inspirei e tive paz, mais uma vez. Fechei os olhos, dormi. Sonhei que corria, não mais de alguém. Corria para alguém, que com os braços abertos me esperava com o sorriso mais puro antes visto. Eu queria tanto chegar em seus braços, queria tanto estar naquele abraço. Corri mais rápido, mas, caí. Levantei, seus braços ainda estavam imóveis, andei, acordei.
"Desculpa te acordar filha, mas, chegamos ao ponto final". A senhora dizia com o mesmo sorriso de antes. Eu agradeci com toda ternura possível e ouvi a frase passar de novo pela minha cabeça. "Você disse ponto final?", droga pensei. Saí do ônibus, corri.
P.S: Segue o link da música que inspirou o titulo do conto, da Sheryl Crow:
https://www.youtube.com/watch?v=KzTMN-S1tbs
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Azul turquesa
Sentei-me
à mesa perto da janela, sentindo o vento frio balançar meu cabelo mal preso. O
garçom me trouxe o cardápio e não pude deixar de ouvir a conversa que se seguia
atrás de mim. Uma mulher de meia idade conversava com uma jovem. A senhora era
perfumada e vestia um terno básico, profissional; suas mãos enrugadas
gesticulavam enquanto defendia a sua tese e suas joias balançavam a cada ponto
dela. A jovem, ao contrário, parecia não concordar com nada que senhora dizia,
entretanto, a conversa era elegante e ninguém jamais a julgaria como briga. Pedi
o almoço, que foi trazido com uma rapidez incontestável. A senhora comentava
sobre superioridade dos romances em relação aos textos popularmente conhecidos
como autoajuda. As pessoas adoram
historias e subestimam o poder dos textos. Elas preferem um conto a mensagens;
talvez se sintam ofendidas com as criticas que as segundas trazem e respeitem a
lição de moral que o primeiro representa. Afinal, é muito mais fácil se ver
livre de acusações quando se lê um texto em terceira pessoa. Pensei tudo isso
enquanto ainda participava mentalmente da discussão.
As meninas se levantaram para ir e eu quase as parei para compartilhar minha opinião, mas não o fiz. Ao invés disso, formulei diversos exemplos de como livros de autoajuda podem servir de consolo. Talvez essa tenha sido a maior demanda da minha vida, consolo. Deixei de olhar vagamente pela janela e vi o cachecol de uma delas na mesa da frente. Levantei e o peguei. Era azul turquesa, uma das minhas cores favoritas. Sai do restaurante e as alcancei duas quadras dali. O cachecol era da senhora e ela gentilmente me agradeceu. Eu deveria ter dito um simples "tudo bem" mas, as sentenças seguintes complementaram meus pensamentos da conversa anterior. Ela sorriu e disse no tom mais terno possível que eu a tinha convencido. A jovem, que agora andava um pouco mais adiante, nos olhava incessantemente. A senhora abriu a bolsa e prosseguiu, me mostrando um livro: "É da minha filha, ela é escritora. É um romance." Eu pude entender, um pouco tarde, que estava errada em julgá-lá. Caminhei até a jovem, sorri, me apresentei e disse a ela que a senhora estava certa, os romances são insuperáveis. Seu olhar confuso acompanhou um meio sorriso.
As meninas se levantaram para ir e eu quase as parei para compartilhar minha opinião, mas não o fiz. Ao invés disso, formulei diversos exemplos de como livros de autoajuda podem servir de consolo. Talvez essa tenha sido a maior demanda da minha vida, consolo. Deixei de olhar vagamente pela janela e vi o cachecol de uma delas na mesa da frente. Levantei e o peguei. Era azul turquesa, uma das minhas cores favoritas. Sai do restaurante e as alcancei duas quadras dali. O cachecol era da senhora e ela gentilmente me agradeceu. Eu deveria ter dito um simples "tudo bem" mas, as sentenças seguintes complementaram meus pensamentos da conversa anterior. Ela sorriu e disse no tom mais terno possível que eu a tinha convencido. A jovem, que agora andava um pouco mais adiante, nos olhava incessantemente. A senhora abriu a bolsa e prosseguiu, me mostrando um livro: "É da minha filha, ela é escritora. É um romance." Eu pude entender, um pouco tarde, que estava errada em julgá-lá. Caminhei até a jovem, sorri, me apresentei e disse a ela que a senhora estava certa, os romances são insuperáveis. Seu olhar confuso acompanhou um meio sorriso.
Despedi-me de ambas e fiquei parada na rua, olhando meu novo livro. Parecia bom, como qualquer outro. Abri-o e na primeira página pude ver o motivo da tese defendida; " Para minha mãe querida, com todo amor". O livro parecia melhor agora, como nenhum outro. Fui desprendida dos meus pensamentos pelo grito de um garçom me dizendo sem paciência que eu havia esquecido da conta.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Poema à um amigo
Que a vida seja mais que amarga
Que possamos ser otimistas e tenhamos esperança pelo que há de vir
Acredite nela pois, são poucas as chances nos dadas
E não existe nada melhor do que sentir
Deixe-se ir, só pra variar
Por mais que seu jeito seja racionalizar
Não que precise se perder, estou tentando fazer você entender
Que sempre existe um jeito mais fácil da vida encarar
Torne a sorrir, mesmo que a situação não seja favorável
Porque o mundo precisa de um ser amável
Meu grande amigo, concentre-se no que foi feito e esqueça-se do que poderia ter sido
Porque você é capaz de a todos cativar com apenas seu grande sorriso, Vitor
P.S: Poema especial para o meu grande amigo, Vitor Reis. Que torne sua semana mais doce, meu amor !
Que possamos ser otimistas e tenhamos esperança pelo que há de vir
Acredite nela pois, são poucas as chances nos dadas
E não existe nada melhor do que sentir
Deixe-se ir, só pra variar
Por mais que seu jeito seja racionalizar
Não que precise se perder, estou tentando fazer você entender
Que sempre existe um jeito mais fácil da vida encarar
Torne a sorrir, mesmo que a situação não seja favorável
Porque o mundo precisa de um ser amável
Meu grande amigo, concentre-se no que foi feito e esqueça-se do que poderia ter sido
Porque você é capaz de a todos cativar com apenas seu grande sorriso, Vitor
P.S: Poema especial para o meu grande amigo, Vitor Reis. Que torne sua semana mais doce, meu amor !
sábado, 10 de janeiro de 2015
O beijo, de Gustav klimt
Ela escrevia em um
pequeno caderno que tinha na capa um dos quadros mais famosos de Gustav Klimt,
o beijo. Lembrei-me de visitar o museu e ter visto aquele mesmo; não havia
gostado. Entretanto, ele assumia um caráter delicado quando sua mão seguia os
contornos daquele caderno. A obra se tornou a mais linda quando o fato de
talvez ser o seu preferido me veio à
cabeça. Vasculhei em mim todo e qualquer tipo de informação que tinha sobre ele,
mas, não alcancei nada que a mente de uma fã não saiba. No entanto existiam
outras possibilidades; se a agenda fosse um presente seria mais fácil de
encantá-la. Um menino passou correndo e levou com ele o meu olhar. Era mais um
dia no parque e o vento balançava o seu cabelo enquanto corria da bronca da
mãe. Por uns instantes me senti aquele menino. Costumava ser visitante
frequente daquele lugar, por mais que existisse mais de dois anos que não.
Saí de casa
pensando no caso arquivado que teria que lidar quando chegasse ao trabalho.
Peguei minha pasta, comprei um café, liguei para o meu chefe. Eu vi um grupo de
meninos correndo com suas bicicletas em direção ao parque e aquela visão
despertou em mim o desejo de visitá-lo. Foi a decisão mais bem tomada dos últimos
dois anos, pensei, ainda reparando em cada detalhe do seu vestidinho florido e
do seu caderno/obra de arte. O menino passou correndo pro outro lado e a tirou
da minha visão. Fechei os olhos e senti a brisa. Quando voltei o olhar, ela não
estava mais lá. Era pedir demais que depois de todos esses anos, eu encontrasse
o amor assim. Eu levantei, quase atropelando o menino corredor, e vi o
caderninho jogado na grama.
Eu caminhei
até ele, sentei onde ela havia sentado e abri o caderno. Eu podia sentir o
cheiro do seu perfume emanando do caderno e das folhas. Folhei o caderno e vi
que ela estava escrevendo um poema; algo sobre um cara apressado que vinha
passar o dia no parque. Ele era como eu, e talvez fosse sobre mim. No começo do
caderno havia um nome, um telefone e muita expectativa.
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